Autoestima baixa: sinais, causas e como fortalecer

Mulher em momento de autorreflexão com luz natural suave

Você já teve a sensação de que não é bom o suficiente?

Aquela voz interna que nunca descansa.

Ela está sempre lá, apontando seus defeitos como se fosse seu trabalho, minimizando cada pequena conquista sua, fazendo você duvidar de cada passo que dá. E não, não é frescura. Não é “falta de pensamento positivo” ou preguiça emocional. É baixa span class=”glossary-term” data-term=”autoestima”autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental., e ela afeta milhões de pessoas silenciosamente, todos os dias.

A autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. é a forma como você se vê e se valoriza. É a lente através da qual você interpreta suas experiências, seus relacionamentos, seu lugar no mundo. Quando essa lente está embaçada pela autocrítica constante e pela dúvida, tudo ao seu redor parece confirmar que você não merece coisas boas.

O chefe te dá feedback construtivo? Você ouve “você é incompetente”.

Um amigo cancela um encontro? Você interpreta como “ninguém realmente quer ficar comigo”. É um filtro cruel que distorce cada experiência para confirmar a crença profunda de que você não é suficiente. E o pior é que esse filtro funciona tão bem que você nem percebe que ele está lá, transformando sua realidade em algo muito mais sombrio do que ela realmente é.

Este artigo foi escrito para você que se reconhece nessa descrição. Vamos entender juntos o que é a autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. baixa, como ela se manifesta no dia a dia, de onde ela vem e — mais importante — como você pode começar a reconstruir uma relação mais gentil e verdadeira consigo mesmo.

O que é autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental.?

AutoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. é a avaliação que você faz de si mesmo. Simples assim.

Não é sobre achar que você é perfeito ou melhor que os outros. Não é arrogância disfarçada de confiança. É sobre reconhecer seu valor como ser humano, com suas qualidades admiráveis e suas imperfeições inevitáveis. É a diferença fundamental entre pensar “eu cometi um erro” e “eu sou um erro”. Parece sutil, mas essa diferença muda completamente a forma como você vive.

Quando a autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. está saudável, você consegue aceitar elogios sem aquele desconforto estranho que te faz querer desaparecer.

Consegue lidar com críticas sem se despedaçar por dentro. Enfrenta desafios mesmo sabendo que pode falhar, porque falhar não define quem você é como pessoa. Você se trata com a mesma compaixão que naturalmente teria com um amigo querido que está passando por dificuldades.

Mas quando a autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. está baixa? Tudo muda.

Você se torna seu próprio algoz. A autocrítica vira um ruído de fundo constante, uma trilha sonora tóxica que acompanha cada momento do seu dia. Você se compara com os outros o tempo todo e sempre, sempre sai perdendo nessa comparação injusta. Cada pequeno erro vira prova definitiva e irrefutável de que você simplesmente não presta. E o ciclo continua, dia após dia.

Como saber se você tem baixa autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental.

A baixa autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. não grita.

Ela sussurra. Sussurra todos os dias, em vários momentos da sua vida, de formas que você nem sempre reconhece. E o pior é que, com o tempo, esses sussurros se tornam tão familiares, tão integrados ao seu modo de pensar, que você nem percebe mais que eles estão lá. Você acha que aquela é simplesmente a verdade sobre você.

Talvez você tenha dificuldade em aceitar um elogio sincero.

Alguém diz que você fez um ótimo trabalho e, em vez de simplesmente agradecer e absorver aquilo, você logo pensa “eles estão só sendo educados” ou “se eles soubessem como foi difícil e quanto eu sofri para fazer isso, veriam que não sou tão bom assim”. É como se houvesse um bloqueio automático, um escudo impenetrável contra qualquer coisa positiva sobre você. Nada de bom pode entrar, mas todo o negativo passa direto.

Você provavelmente se compara com os outros constantemente. E não de forma inspiradora — é uma comparação que sempre te coloca por baixo, sempre te diminui.

Aquela colega que parece ter tudo sob controle, o amigo que consegue lidar com os problemas com uma leveza que você nunca sentiu, a pessoa nas redes sociais que tem uma vida aparentemente perfeita com relacionamentos maravilhosos e conquistas que você nem ousa sonhar. Você olha para eles e pensa: “por que eu não consigo ser assim? O que há de errado comigo?”

O perfeccionismo também aparece, mas não do jeito que as pessoas imaginam.

Não é sobre querer fazer as coisas bem feitas ou ter padrões altos. É sobre ter tanto medo de errar, tanta certeza de que qualquer erro será catastrófico, que você procrastina indefinidamente, evita começar novos projetos ou desiste na primeira dificuldade. É a voz que diz “se eu não consigo fazer perfeito, melhor nem tentar”. E assim você fica preso, sem se mover.

E tem a sensação persistente de ser uma fraude.

Mesmo quando você conquista algo importante, quando recebe reconhecimento genuíno, aquela vozinha insiste que foi sorte, timing perfeito, ou que você enganou as pessoas de alguma forma e em breve vão descobrir quem você realmente é. É a famosa síndrome do impostor, que caminha lado a lado com a baixa autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. como gêmeas inseparáveis.

Você também pode perceber que tem uma dificuldade enorme em colocar limites. Dizer não parece impossível, mesmo quando você está completamente sobrecarregado.

Você aceita pedidos que não deveria aceitar, aguenta situações desconfortáveis ou até abusivas, tudo porque, lá no fundo, você acha que não merece algo melhor ou que precisa provar seu valor sendo sempre útil aos outros, sempre disponível, sempre dizendo sim.

Nos relacionamentos, a baixa autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. aparece de várias formas dolorosas. Você pode se pegar aceitando muito menos do que merece, com medo constante de que, se exigir mais, se pedir para ser tratado melhor, a pessoa vai embora e você vai ficar sozinho.

Ou talvez você precise de validação constante, checando o tempo todo se está tudo bem, se a pessoa ainda gosta de você, se você disse algo errado, se fez algo que pode ter magoado. É exaustivo para você e, honestamente, também é exaustivo para quem está ao seu lado.

De onde vem a baixa autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental.

A autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. não nasce pronta. Ela é construída ao longo da vida, especialmente nos primeiros anos, através das experiências que vivemos e das mensagens que recebemos sobre quem somos e quanto valemos.

Muitas vezes, começa na infância.

Crianças que crescem em ambientes onde são constantemente criticadas, comparadas desfavoravelmente com irmãos ou colegas, ou cujas conquistas nunca parecem suficientes para receber aprovação genuína, aprendem cedo demais que não são boas o bastante. E não precisa ser abuso explícito ou violência óbvia — às vezes é só um pai que nunca estava satisfeito, uma mãe que apontava defeitos sistematicamente “para você melhorar”, ou um ambiente onde amor e afeto eram condicionais ao desempenho, às notas, ao comportamento perfeito.

A escola também desempenha um papel enorme na formação da autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental..

Bullying sistemático, exclusão social dolorosa, ser o aluno que sempre tinha dificuldade enquanto outros pareciam aprender sem esforço nenhum — tudo isso vai moldando a forma como você se vê, pedaço por pedaço. E quanto mais jovem você é quando essas experiências acontecem, mais profundamente elas se enraízam na sua psique. Viram verdades absolutas sobre você mesmo que você nunca questiona, nunca examina. Simplesmente aceita.

Relacionamentos abusivos ou tóxicos na vida adulta também destroem a autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. de forma sistemática e cruel.

Quando alguém que você ama te diminui constantemente, questiona sua percepção da realidade, te faz sentir que você é sempre o problema, sua autoimagem vai desmoronando aos poucos. E o pior? Com a autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. já abalada, você aceita esse tratamento porque acredita profundamente que não merece coisa melhor. É um ciclo vicioso que se auto-alimenta.

Fracassos e rejeições, principalmente quando acontecem em momentos vulneráveis da sua vida, também deixam marcas profundas. Perder um emprego importante que definia parte da sua identidade, terminar um relacionamento significativo que você achava que seria para sempre, não conseguir algo que você lutou muito para alcançar.

Essas experiências, quando não processadas de forma saudável, podem virar “provas” definitivas de que você é inadequado, incapaz, destinado ao fracasso.

E não podemos ignorar o papel devastador das redes sociais na construção da autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. moderna. Ver constantemente versões editadas, filtradas e cuidadosamente curadas da vida dos outros cria um padrão impossível de ser atingido por qualquer ser humano real.

Você compara seu backstage bagunçado com o highlight reel impecável de todo mundo, e obviamente sempre sai perdendo. Todo mundo parece mais feliz, mais bem-sucedido, mais realizado, mais amado. Exceto você, claro.

Às vezes a baixa autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. também tem raízes em questões de saúde mental não tratadas ou mal compreendidas. Depressão, ansiedade e outros transtornos frequentemente vêm acompanhados de pensamentos autodepreciativos intensos.

Não é que o transtorno causou a baixa autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. ou vice-versa — muitas vezes é uma via de mão dupla complicada, onde um alimenta o outro num ciclo difícil de quebrar sozinho, sem ajuda profissional adequada.

O impacto da baixa autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. na sua vida

Baixa autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. não é só uma questão de “se sentir mal consigo mesmo”. Não é só um problema emocional abstrato.

Ela tem consequências práticas e profundas em todas as áreas da sua vida. E você provavelmente nem percebe que muitos dos seus problemas, muitas das suas dificuldades, têm exatamente essa raiz — a forma como você se vê e se valoriza.

No trabalho, você provavelmente não se arrisca tanto quanto poderia, não aproveita oportunidades que estão bem na sua frente.

Não se candidata àquela vaga que seria perfeita para você porque “tem gente mais qualificada” (mesmo que você cumpra todos os requisitos). Não propõe suas ideias nas reuniões com medo paralisante de parecer tolo ou incompetente. Aceita menos dinheiro do que vale porque tem medo de pedir aumento ou negociar um salário melhor. Você literalmente deixa oportunidades valiosas passarem porque não acredita que as merece.

Nos relacionamentos, a baixa autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. pode te fazer aceitar migalhas de afeto como se fossem um banquete. Você tolera comportamentos que sabe, racionalmente, que não deveria tolerar.

Fica em relacionamentos que não te fazem bem, que te drenam, porque tem um medo profundo de ficar sozinho, de não encontrar ninguém melhor. Ou então faz exatamente o oposto — sabota relacionamentos genuinamente saudáveis porque não consegue acreditar que alguém possa te amar de verdade. Afinal, se você mesmo não se acha digno de amor, como alguém poderia achar?

Sua saúde física também sofre as consequências. Você pode negligenciar o autocuidado mais básico porque, lá no fundo, sente que “não vale a pena” cuidar de você.

Ou então mergulha em comportamentos autodestrutivos que sabe que estão te fazendo mal. Comer demais ou de menos, não dormir direito, evitar completamente qualquer exercício físico, abusar de substâncias como álcool ou drogas. Tudo isso pode estar ligado a essa sensação profunda de que você não merece se cuidar, não merece estar bem.

E tem o custo emocional pesado. A ansiedade constante e desgastante de não ser bom o suficiente. A tristeza persistente de se sentir sempre inadequado, sempre aquém.

A raiva que você sente de si mesmo por não conseguir ser diferente, por não conseguir simplesmente “superar isso”. É um fardo pesado que você carrega todos os dias, em cada interação, e que torna absolutamente tudo mais difícil do que deveria ser.

Como começar a fortalecer sua autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental.

A boa notícia — e ela existe, eu prometo — é que autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. pode ser reconstruída.

Não vai ser rápido. Não vai ser linear. E definitivamente não é questão de “pensar positivo” e pronto, problema resolvido. Mas é possível, e cada pequeno passo nessa direção vale genuinamente a pena. Cada esforço conta, mesmo quando parece que você não está saindo do lugar.

O primeiro passo, e talvez o mais importante, é simplesmente perceber quando aquela voz crítica interna está falando.

Ela é tão automática, tão parte do seu funcionamento mental normal, que você provavelmente nem percebe mais quando ela aparece. Mas comece a prestar atenção, a observar seus próprios pensamentos como se fosse um observador externo. Quando você pensa “eu sou um idiota” porque esqueceu algo trivial, pare por um momento e observe esse pensamento. De onde ele veio? Você falaria assim com um amigo querido? Provavelmente não. Por que, então, fala assim consigo mesmo?

Depois de perceber esses padrões, vem o trabalho de questionar esses pensamentos ativamente.

Não é sobre fingir que tudo está perfeito ou adotar uma positividade tóxica forçada — é sobre separar fatos concretos de interpretações distorcidas e injustas. “Eu cometi um erro hoje” é um fato neutro. “Eu sempre estrago tudo” é uma distorção brutal e generalizante. Aprenda a desafiar essas generalizações extremas que sua mente faz automaticamente, a questionar essas “verdades” que você nunca examinou.

Pratique a autocompaixão ativamente. Isso não é ser condescendente com você mesmo ou usar suas dificuldades como desculpa para não crescer.

É reconhecer, com honestidade e gentileza, que você está fazendo o melhor que pode com os recursos, o conhecimento e as habilidades que tem agora, neste momento. É se tratar com a mesma gentileza real que você ofereceria naturalmente a alguém que você ama quando essa pessoa está lutando, sofrendo, passando por um momento difícil. Por que você merece menos? Práticas de meditação guiada podem ajudar a desenvolver essa autocompaixão de forma mais profunda e consistente.

Estabeleça limites. Comece pequeno se precisar, mas comece agora.

Dizer não para algo que você realmente não quer fazer. Sair de uma conversa que está te fazendo mal. Pedir explicitamente o que você precisa em vez de esperar que as pessoas adivinhem seus desejos e necessidades. Cada limite que você coloca, cada “não” que você diz, é um ato concreto de respeito por si mesmo. É você dizendo “eu importo”.

Cerque-se de pessoas que te veem de verdade, que reconhecem quem você realmente é.

Não aquelas que te bajulam cegamente ou que nunca te criticam — mas pessoas genuínas que reconhecem seu valor mesmo quando você está tendo dificuldade para vê-lo. Que te desafiam de forma construtiva mas também te apoiam nos momentos difíceis. Que te lembram de quem você realmente é quando você esquece, quando a voz crítica fica alta demais.

Faça coisas que te fazem sentir competente, mesmo que sejam pequenas e pareçam insignificantes.

Aprenda uma habilidade nova que sempre quis desenvolver. Termine aquele projeto pessoal que você começou e abandonou há meses. Cuide de uma planta até ela florescer. Cozinhe uma refeição completa do zero. Não importa o tamanho da conquista — o que importa é que você está comprovando para si mesmo, concretamente, que é capaz de fazer coisas, de completar objetivos, de crescer.

E considere seriamente buscar ajuda profissional. Um psicólogo, especialmente um que trabalhe com terapia cognitivo-comportamental ou terapia focada na compaixão, pode te ajudar a identificar padrões profundos que você nem percebe que existem.

Pode te dar ferramentas concretas e validadas cientificamente para mudá-los. Não é sinal de fraqueza pedir ajuda — é reconhecer com sabedoria que algumas feridas precisam de cuidado especializado para cicatrizar adequadamente.

O papel da terapia na reconstrução da autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental.

Terapia não é luxo.

Não é coisa de quem “não aguenta a vida” ou é “fraco demais” para lidar sozinho. É uma ferramenta poderosa, validada por décadas de pesquisa, para entender de onde vêm seus padrões autodestrutivos e como mudá-los de forma sustentável, não superficial. E não, você não precisa estar completamente “quebrado” ou em crise para fazer terapia. Você só precisa querer viver melhor, se entender melhor.

Na terapia, você vai ter um espaço verdadeiramente seguro para explorar as origens da sua baixa autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. sem julgamento, sem pressa, sem pressão.

Vai aprender a identificar pensamentos automáticos negativos que passam pela sua mente constantemente e a substituí-los por avaliações mais realistas, mais equilibradas, mais justas. Vai trabalhar crenças profundas sobre você mesmo que foram formadas há muito tempo, talvez na infância, e que nunca foram questionadas ou examinadas à luz da sua vida adulta.

Um terapeuta também vai te ajudar a desenvolver habilidades práticas e aplicáveis imediatamente: como lidar com críticas de forma saudável, como se assertar sem culpa, como processar emoções difíceis sem se culpar por senti-las.

E vai te dar um espelho mais realista de quem você realmente é. Nem o monstro horrível que sua autocrítica cruel pinta, nem uma pessoa perfeita sem defeitos ou falhas. Mas um ser humano completo, complexo e valioso, com qualidades reais e imperfeições humanas.

Construir autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. é um processo, não um destino

Não existe um dia mágico em que você acorda e pensa “pronto, agora tenho autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. alta e nunca mais vou duvidar de mim”.

Não funciona assim. Mesmo pessoas com autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. genuinamente saudável têm momentos de insegurança, de autocrítica, de dúvida sobre suas capacidades. A diferença fundamental é que elas não deixam esses momentos difíceis definirem toda a sua existência, toda a sua identidade. Elas reconhecem que é um momento, não uma verdade eterna.

Fortalecer a autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. é exatamente como fortalecer um músculo físico.

Você começa devagar, com pequenos exercícios que parecem insignificantes. Às vezes dói. Às vezes você tem dias em que parece que voltou completamente à estaca zero, que todo o progresso foi perdido. Mas se você continua praticando, consistentemente, sem desistir nos dias ruins, aos poucos vai ficando mais fácil. As mudanças são graduais, quase imperceptíveis no dia a dia, mas olhando para trás você percebe o quanto avançou.

A voz crítica não desaparece completamente, não vai embora para sempre. Mas ela fica mais baixa, menos insistente, menos dominante.

E você desenvolve outras vozes — de compaixão genuína, de realismo equilibrado, de gentileza merecida — que podem falar mais alto quando você precisa delas. Cada vez que você questiona ativamente um pensamento autodepreciativo, está literalmente treinando seu cérebro para ver as coisas de forma diferente. Cada vez que você coloca um limite necessário, está mostrando para si mesmo que você importa, que suas necessidades são válidas. Cada vez que você se trata com gentileza após um erro, está criando um novo padrão neural de resposta.

E aqui está algo importante que ninguém te diz: você não precisa ter autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. perfeita para ter uma vida boa e significativa.

Você não precisa estar completamente curado, totalmente resolvido, para merecer amor, sucesso ou felicidade. A jornada em si — de se conhecer melhor, de questionar padrões antigos que não servem mais, de escolher ativamente um tratamento mais gentil para si mesmo — já é profundamente transformadora. O destino não é a única coisa que importa; o caminho também tem valor.

Você merece se ver com clareza

Se você chegou até aqui, provavelmente se reconheceu em várias partes deste texto. Talvez em todas.

E talvez esteja pensando “mas no meu caso é diferente, é mais grave” ou “eu realmente não sou bom o suficiente, não é só percepção”. Essa é a baixa autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. falando de novo. Ela é boa nisso — em te convencer de que seu caso é especial, de que você é a exceção à regra, de que para você não tem solução.

A verdade é que você não precisa ser extraordinário para merecer se tratar bem.

Você não precisa provar seu valor conquistando coisas impressionantes ou sendo perfeito em tudo. Seu valor fundamental como pessoa não está em dúvida e nunca esteve — o que está em questão é apenas sua capacidade de enxergá-lo através de todas as camadas grossas de crítica e dúvida que foram se acumulando ao longo dos anos, uma por uma.

Começar a fortalecer sua autoestimaPercepção e avaliação que temos de nós mesmos, fundamental para saúde mental. não é egoísmo. Não é arrogância disfarçada. Não é fingir que seus problemas reais não existem ou que suas falhas são imaginárias.

É simplesmente decidir, com coragem, que você merece o mesmo respeito e a mesma gentileza que você naturalmente oferece aos outros sem pensar duas vezes. É escolher se ver com um pouco mais de clareza, com um pouco mais de justiça, e com muito menos julgamento cruel.

E se você está se sentindo perdido sobre por onde começar, considere buscar ajuda profissional. Um psicólogo pode ser exatamente o aliado que você precisa nessa jornada, oferecendo não só compreensão e empatia, mas também ferramentas concretas e estratégias validadas para reconstruir sua relação consigo mesmo.

Você merece viver uma vida onde não está constantemente em guerra consigo mesmo. Onde suas conquistas são genuinamente reconhecidas e celebradas. Onde seus erros são vistos como humanos, não como provas de inadequação. Onde seu valor não está sempre sendo questionado e colocado à prova.

E esse futuro é possível — um pequeno passo de cada vez.

FAQ: Perguntas frequentes sobre autoestima baixa

Autoestima baixa é a mesma coisa que depressão?

Não, mas frequentemente andam juntas. Autoestima baixa é um padrão de pensamento negativo sobre si mesmo; depressão é um transtorno de humor que afeta energia, sono, apetite e prazer em atividades. Ter autoestima baixa aumenta o risco de desenvolver depressão, e a depressão piora a autoestima. Se você tem sintomas persistentes, busque avaliação profissional.

É possível ter autoestima alta demais?

Sim, existe autoestima inflada ou narcisista, que é diferente de autoestima saudável. A autoestima saudável reconhece qualidades E limitações; a inflada é uma defesa contra insegurança profunda. A pessoa com autoestima genuína não precisa diminuir os outros para se sentir bem. O objetivo não é alta autoestima, mas autoestima realista e estável.

Quanto tempo leva para melhorar a autoestima?

Varia muito de pessoa para pessoa. Com terapia consistente, muitas pessoas começam a notar mudanças significativas em 3-6 meses. Mas a autoestima é construída ao longo da vida e continua evoluindo. O importante é que cada pequeno passo já melhora sua qualidade de vida.

Afirmações positivas funcionam para aumentar a autoestima?

Depende. Para pessoas com autoestima muito baixa, afirmações como eu me amo podem parecer falsas e até piorar a autocrítica. Pesquisas sugerem que afirmações realistas e específicas são mais eficazes que afirmações grandiosas. O trabalho profundo de questionar crenças negativas é mais transformador.

Baixa autoestima é culpa dos meus pais?

As experiências da infância influenciam a formação da autoestima, mas culpar os pais não ajuda na mudança. Muitos pais fizeram o que podiam com o que sabiam. O importante agora é: você é adulto e pode escolher como se relaciona consigo mesmo. Entender as origens ajuda; ficar preso a elas não.

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Referências científicas

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  • Neff, K. (2011). Self-Compassion: The Proven Power of Being Kind to Yourself. William Morrow.
  • Orth, U., & Robins, R. W. (2014). The Development of Self-Esteem. Current Directions in Psychological Science.
  • Sowislo, J. F., & Orth, U. (2013). Does low self-esteem predict depression and anxiety? Psychological Bulletin.
  • Beck, A. T. (2011). Cognitive Therapy of Depression. Guilford Press.
  • Brown, B. (2010). The Gifts of Imperfection. Hazelden Publishing.

Aviso importante

Este conteúdo é informativo e educacional, não substituindo orientação profissional de saúde mental. Se você está enfrentando dificuldades significativas com autoestima, considere buscar apoio de um psicólogo.

CVV – Centro de Valorização da Vida: Ligue 188 (24 horas) | cvv.org.br


Este artigo foi produzido pela Equipe Sereny com revisão técnica de profissionais de saúde mental.

Última atualização: Janeiro de 2026

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Este artigo é informativo e não substitui avaliação médica ou psicológica profissional. As informações aqui contidas não devem ser usadas para autodiagnóstico ou automedicação. Se você está enfrentando dificuldades emocionais ou sintomas descritos neste artigo, procure ajuda de um profissional de saúde mental qualificado.

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